Posso deixar meu filho de castigo por fazer birra?

Sad boy sitting on an armchair

É perfeitamente normal, que em alguma fase do seu filho, ele faça birra. Determinar uma idade certa para que eles parem de fazer birras não é tão fácil, pois, depende de muitos fatores que envolvem a rotina da criança, o relacionamento com os pais e a forma que ela está sendo ensinada.

A birra infantil é diferente para cada fase da criança e a forma que os pais vão lidar com as birras também mudam de acordo com a idade e desenvolvimento dos pequenos.

As birras são bastante comuns, pois, as crianças ainda estão aprendendo a lidar com seus sentimentos de frustração, além de querer a atenção dos pais o tempo todo.

Vale lembrar também que as crianças sentem o impacto de mudanças assim como nós adultos, apenas lidam com isso de uma forma diferente, e pode ser com birras. Por exemplo, divórcio dos pais, mudanças de horários, casa, nova escola, etc…

É interessante lembrar que essa fase vai passar, e a forma como os pais lidam com as birras e ensinam a criança a lidar com os sentimentos, vão determinar o tempo que as birras vão durar.

Como os pais devem lidar com a birra? Os pais podem deixar o filho de castigo por causa da birra?

 

O que acontece se eu deixar meu filho de castigo por fazer birra

Quando a criança é castigada, o cérebro dela vai reagir ao que está acontecendo, ela vai criar respostas para ameaças e punições. A criança vai sim parar de fazer birra se for castigada, mas o castigo não ensina a criança a lidar com seus sentimentos e entendê-los, o castigo apenas puni.

Quando os pais ativam na criança o estado reativo, seu comportamento fica comprometido: a tendência para lutar com raiva, a tendência para fugir por medo, e a tendência para congelar e não saber o que fazer. Estas situações do estado reativo aumentam quando a criança é colocada num estado prolongado de isolamento social.

O Ideal é que os pais ensinem as crianças a entender os seus sentimentos e a controlar, dessa forma diminuem a birra.

 

O que fazer no momento que o filho faz a birra

Existem pontos aqui citados para prevenir a birra e também para lidar com o momento exato da birra. Procure colocar os seguintes conselhos em prática:

Lembre-se que na hora da birra a criança está com as emoções dominando completamente a razão. A criança não vê, não escuta e não se controla.

  • O melhor nesses momentos de euforia é ignorar, mesmo que esteja em ambiente público. Basta levar a criança para um canto e esperar pacientemente que ela se acalme. Se o seu filho costuma jogar o que vê, antecipe-se e tire tudo da frente dele, na hora do ataque. Após ele se acalmar, volte ao que aconteceu e mostre o quanto estão insatisfeitos ou tristes com a atitude dele.
  • É importante que os pais cumpram com o que falou. Também é importante não ceder ao choro e aos gritos para que a criança pare. A medida que a criança vai desenvolvendo a fala, ela já consegue expressar verbalmente as suas frustrações sem chorar e se descontrolar para demonstrar seu descontentamento com um NÃO dos pais.
  • Deixe o seu filho tomar decisões sobre pequenas coisas, eles gostam de fazer parte e escolher coisas, por exemplo: dê a ele duas opções de alimentação para que ele escolha. Isso vai evitar a birra na hora da alimentação.
  • Estipule para a criança uma rotina diária de atividades divertidas, obrigações apropriadas para a idade e com soneca necessária. Além de precisar de uma alimentação equilibrada. As crianças precisam de rotina para sentirem-se seguras.
  • Mantenha-se calma. Controlar o seu comportamento e o modo como reage à birra é importante. Você é o modelo que o seu filho deve seguir.
  • Algumas crianças usam as birras para chamar a atenção dos pais. Depois que a criança se acalmar converse com calma e dê-lhe a atenção de que necessita.

 

É importante compreender que as crianças nessa idade já têm opiniões sobre muitas coisas e situações, mas ainda não sabem lidar com os sentimentos de frustração. Cabe aos pais dar-lhe segurança ajudando a criança a lidar com o tipo de sentimento que as afligem.

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Karla Mendonça

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